terça-feira, 13 de abril de 2010

Escrevo

Estou num relento

Numa indecisão fulminante

Em que não tenho o mesmo que de certo ofereço

E o que ofereço não é valorizado

Ou talvez em si, não seja notado.

Mais que desejo um dia ser recompensado

Já que espero o bom tempo que muda

Muda e transforma os gestos e refaz os fatos

Mereço, eu digo uma correção do meu anseio,

Ao qual me sinto prisioneiro

Penso comigo decidir

Porque entender o que aqui está descrito.

Eu escrevo o que sinto

Nem sempre sei dizer o que escrevo,

Como nem sempre sei transmitir o que sinto

Apenas escrevo

Pois assim me sinto vivo

Aqui esta meu mundo

Meu pobre e útil sentimento

Mas sei que o que parece nem sempre é

E o que é nem sempre aparenta ser

Eu sinto que no fundo sei de tudo

Mas que esse tudo só me diz pouco.

Escrevo, escrevo e escrevo...

Só paro de escrever quando minhas palavras acabam

Já que nem sempre tenho respostas

Ou talvez o fim do meu tormento.


Não sei por que escrevo, mas gosto...

Às vezes surge inspiração,

Às vezes não, mas gosto.