
Estou num relento
Numa indecisão fulminante
Em que não tenho o mesmo que de certo ofereço
E o que ofereço não é valorizado
Ou talvez em si, não seja notado.
Mais que desejo um dia ser recompensado
Já que espero o bom tempo que muda
Muda e transforma os gestos e refaz os fatos
Mereço, eu digo uma correção do meu anseio,
Ao qual me sinto prisioneiro
Penso comigo decidir
Porque entender o que aqui está descrito.
Eu escrevo o que sinto
Nem sempre sei dizer o que escrevo,
Como nem sempre sei transmitir o que sinto
Apenas escrevo
Pois assim me sinto vivo
Aqui esta meu mundo
Meu pobre e útil sentimento
Mas sei que o que parece nem sempre é
E o que é nem sempre aparenta ser
Eu sinto que no fundo sei de tudo
Mas que esse tudo só me diz pouco.
Escrevo, escrevo e escrevo...
Só paro de escrever quando minhas palavras acabam
Já que nem sempre tenho respostas
Ou talvez o fim do meu tormento.
Não sei por que escrevo, mas gosto...
Às vezes surge inspiração,
Às vezes não, mas gosto.