terça-feira, 27 de abril de 2010

Abismo


...faltam palavras...
Sobram o caos e o desespero de um sentimento.
Derrepente o vazio. Os olhos fixaram o nada, o infinito. Não mais pensava, não falava, não ouvia.
Simplesmente fiquei parado.

Sensação atormentadora de angústia e solidão.
A dor forte no peito se espalhava...
...espalhava...
...até alcançar cada centímetro do meu corpo, cruzar os interminaveis corredores do labirinto da minha mente e por fim, atingir minha alma.
Derrepente, entre a felicidade e eu se abriu um abismo. Pouco a distância de um lado a outro comparado a profundidade que não via.

Tão escuro e sombrio que pouco o Sol mostrava.

Não havia luz, não havia vento, não havia água, não havia vida...

...não havia nada.

Faziam alguns dias que queria ter postado isso.

Foi um sentimento ao qual prefiro e pretendo não sentir mais.
Não foi bom, tampouco poético. Foi pura dor.

Thi~

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Saudade....


E ali estavamos. Ficamos abraçados um tempo.
Por um instante nada saiu de nossas bocas, nem uma palavra.
Entre um olhar, um beijo, novamente outro abraço. Mais longo e mais forte.
Continuamos assim...
O coração começou a bater mais rápido, uma angústia estranha aflorava em meu corpo. Não queria partir, mas precisava.
Esforcei-me o suficiente para não me deixar levar,

Entretanto, mesmo antes de partir olhei para traz.
Estava deixando ali a minha alegria, minha energia, minha vontade de viver.
E então começou naquele momento, minha jornada de saudade.

É estranho como as coisas acontecem, como sucessivas cenas de um roteiro.
Um filme, uma vida... Não importa.
Esse é o começo de uma longa e feliz história.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Peça


A vida às vezes nos prega peça.
Pouco menos de um mês atrás, estava eu lamentando a mesma.

Nada proposital, muito menos racional, só lamentava.

E enquanto acontecia, o tempo passava, o Sol voltava,

Era o inicio de um novo dia.
Mas nada é por acaso, as coisas tampouco são planejadas,

Simplesmente acontecem, às vezes aos poucos, vezes às pressas.
Lentamente como se pisasse as folhas do carvalho,
Secas, espalhadas no chão, sem fazer barulho.

E às pressas, como um furacão que ao longe trouxe uma leve brisa,
E quando chegou virou e revirou minha cabeça.
Levou todas as idéias estranhamente com sentido na hora,

Mas totalmente sem sentido agora.

Sacudiu-me, mostrou-me a realiudade que não enxergara,

Em poucas palavras, que representaram um livro.

Nada é por acaso, nem mesmo reviver o passado.

O mesmo que esqueci, pois a vida começou novamente.

Tenho outra chance, uma nova história.

Essa que não desistirei por nada,

E se por um acaso for sonho, não quero mais acordar.





É isso...
Foto feinha, mas era a que tinha hehehe

terça-feira, 13 de abril de 2010

Escrevo

Estou num relento

Numa indecisão fulminante

Em que não tenho o mesmo que de certo ofereço

E o que ofereço não é valorizado

Ou talvez em si, não seja notado.

Mais que desejo um dia ser recompensado

Já que espero o bom tempo que muda

Muda e transforma os gestos e refaz os fatos

Mereço, eu digo uma correção do meu anseio,

Ao qual me sinto prisioneiro

Penso comigo decidir

Porque entender o que aqui está descrito.

Eu escrevo o que sinto

Nem sempre sei dizer o que escrevo,

Como nem sempre sei transmitir o que sinto

Apenas escrevo

Pois assim me sinto vivo

Aqui esta meu mundo

Meu pobre e útil sentimento

Mas sei que o que parece nem sempre é

E o que é nem sempre aparenta ser

Eu sinto que no fundo sei de tudo

Mas que esse tudo só me diz pouco.

Escrevo, escrevo e escrevo...

Só paro de escrever quando minhas palavras acabam

Já que nem sempre tenho respostas

Ou talvez o fim do meu tormento.


Não sei por que escrevo, mas gosto...

Às vezes surge inspiração,

Às vezes não, mas gosto.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Inicio


Como diria meu Pai nos nossos breves e raros momentos sem brigas.
”Todo inicio tem um principio”
Quase uma paródia de alguma peça famosa, ou uma das adoráveis frases do nosso querido e adorável presidente, não é tão engraçado, mas serve.
Primeiro post, não tenho muito o que escrever. Nem sei como funciona.
Vamos começar pelo título, deveria ser “o embriagado”, mas algum pinguço já patenteou, enfim foi quase um apelido forçado de uma amiga muito especial, mas não irei entrar em detalhes.

Hoje o dia no trabalho não foi tão cansativo, até deu tempo de fazer uma “prosa” que vou postar aqui... Sem risadas...

Se me perco e me distraiu é por admiração.

Não me acuse, não é racional.

Apenas sentimento.

Sem subjetividades.

E às vezes me distraiu.
Me perco nas suaves linhas do seu rosto.
E quando percebo muda.

Surge dos lábios um sorriso cativante,
Um olhar inocente.

E o rosado da sua pele aparece.


Não sou um Luíz Vaz de Camões ou um Carlos Drummond de Andrade da vida, mas pra passar o tempo ta valendo. Acho que é só. No decorrer os posts devem melhorar.

Ps: Vou ganhar a aposta (alguém vai entender rsrs)